Sobre o Produto
A Glycine da Life Pro Nutrition é um suplemento alimentar de ingrediente único em formato de pó: 100% glicina de grau farmacêutico, sem aditivos, sem edulcorantes, sem aromas artificiais, sem corantes e sem conservantes. A glicina é o aminoácido não essencial mais simples da família dos alfa-aminoácidos (com apenas um átomo de hidrogénio como grupo lateral, tornando-a o único aminoácido sem quiralidade), e paradoxalmente um dos mais multifuncionais: participa na síntese de colagénio, na produção endógena de creatina, na formação de hemoglobina, na conjugação hepática de substâncias tóxicas (fase II da detoxificação), e atua como neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central com efeitos documentados sobre a qualidade do sono e o equilíbrio emocional. O formato em pó permite dosagem precisa e dissolução imediata em qualquer líquido. Dose de referência: 1,5 g por dose (1500 mg de glicina). 300 g por embalagem (~200 doses de 1,5 g). Sem glúten, sem lactose. Vegano.
Benefícios
Glicina: o aminoácido "não essencial" que é condicionalmente essencial em contextos de alta demanda fisiológica:
A glicina (ácido 2-aminoacético, fórmula molecular NH₂-CH₂-COOH) é classificada como aminoácido "não essencial" porque o organismo humano pode sintetizá-la endogenamente, principalmente a partir da serina (via serina-hidroximetiltransferase, SHMT) e da treonina. No entanto, a investigação recente questiona esta classificação em contextos de alta demanda fisiológica: a capacidade de síntese endógena de glicina (estimada em ~3 g/dia) pode ser insuficiente para cobrir as necessidades totais do organismo em situações de crescimento acelerado, treino intenso, stress metabólico elevado, síntese de colagénio aumentada ou compromisso da função hepática. Estimativas publicadas no PLoS ONE por Razak et al. (2017) e Alves et al. (2019) sugerem que o "glicine gap" (défice de glicina entre a síntese endógena e as necessidades metabólicas totais) pode ser de 10 a 13 g/dia em adultos saudáveis com dieta ocidental típica, o que coloca a glicina num limbo entre "não essencial" e "condicionalmente essencial" com base na evidência atual.
Síntese de colagénio: o papel central e mais documentado da glicina:
A glicina é o aminoácido mais abundante no colagénio (representa ~33% do total de aminoácidos do colagénio), dado que a estrutura em tripla hélice do colagénio requer a sequência repetitiva Gly-X-Y (onde X é frequentemente prolina e Y é frequentemente hidroxiprolina), e apenas a glicina, sendo o menor aminoácido, cabe no centro da tripla hélice sem criar impedimento estérico. O colagénio é a proteína mais abundante do corpo humano (~30% da massa proteica total), sendo o principal componente estrutural dos tendões, ligamentos, cartilagens, ossos, pele, vasos sanguíneos e fascias. A síntese de colagénio depende portanto de um aporte adequado de glicina, e a suplementação com glicina em conjunto com vitamina C (cofator da prolil-hidroxilase e lisil-hidroxilase, as enzimas que estabilizam a tripla hélice de colagénio por hidroxilação da prolina e lisina) tem base de evidência crescente para suporte à saúde articular, recuperação de lesões de tendão e ligamento, e saúde da pele. O estudo de Shaw et al. (2017) documentou que a co-ingestão de gelatina (rica em glicina e prolina) com vitamina C antes de exercício de carga articular aumentou a síntese de colagénio de forma dose-dependente.
Neurotransmissor inibitório e qualidade do sono: o efeito mais estudado em contexto de suplementação:
A glicina é um neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, atuando principalmente nos interneurónios inibitórios da medula espinal e do tronco cerebral (via recetores de glicina ionotrópicos, recetores GlyR), onde hiperpolariza os neurónios motores e sensoriais, reduzindo a excitabilidade neuronal. Para além dos recetores GlyR, a glicina é também co-agonista obrigatório dos recetores NMDA (N-metil-D-aspartato) para glutamato, modulando a neurotransmissão excitatória glutamatérgica. No contexto do sono, a glicina tem um mecanismo de ação específico documentado pelos estudos do grupo de Makoto Bannai (Japão): a suplementação oral de glicina (3 g antes de dormir) reduz a temperatura corporal central por vasodilatação periférica (via ativação de recetores de glicina no hipotálamo que inibem os mecanismos de vasoconstrição cutânea), e a descida da temperatura corporal central é um dos gatilhos fisiológicos essenciais para a indução do sono. O ensaio clínico de Bannai & Kawai (2012), publicado no Sleep and Biological Rhythms, documentou que 3 g de glicina antes de dormir reduziram a latência para o sono (tempo necessário para adormecer), aumentaram a proporção de sono de ondas lentas (sono profundo), reduziram a sonolência diurna e melhoraram a perceção subjetiva da qualidade do sono em voluntários com queixas de qualidade de sono insuficiente.
Produção de creatina endógena: a glicina como precursor do suplemento desportivo mais documentado:
A creatina é sintetizada endogenamente numa via de dois passos: (1) arginina + glicina → guanidinoacetato + ornitina (catalisado pela enzima AGAT, no rim), (2) guanidinoacetato + metionina → creatina + homocisteína (catalisado pela GAMT, no fígado). A glicina é portanto um precursor direto e limitante da síntese endógena de creatina. Em contextos de alta demanda de creatina (atletas de força e potência com grandes reservas de fosfocreatina muscular), o aporte adicional de glicina via suplementação pode suportar a síntese endógena de creatina, sendo complementar (não substituto) da suplementação direta de creatina monohidratada.
Detoxificação hepática de fase II: conjugação de glicina com ácidos biliares e xenobióticos:
No fígado, a glicina participa ativamente na detoxificação de fase II (a segunda fase do metabolismo hepático de xenobióticos, onde os metabolitos ativados da fase I são conjugados com moléculas endógenas para aumentar a sua solubilidade e facilitar a excreção). A glicina é utilizada especificamente na conjugação de ácidos biliares (formando sais biliares glico-conjugados, como o glicocolato e glicochenodeoxicolato, que são formas mais solúveis dos ácidos biliares que facilitam a emulsificação das gorduras na digestão) e na conjugação de xenobióticos (compostos aromáticos como o benzoato, o salicilato e outros compostos com anel aromático são eliminados como glicino-conjugados na urina). Uma disponibilidade adequada de glicina suporta a eficiência destes processos de detoxificação, especialmente relevante em indivíduos com exposição elevada a xenobióticos ou com dietas ricas em compostos aromáticos.
Formação de hemoglobina e função antioxidante via glutatião:
A glicina é um dos três aminoácidos precursores do glutatião (tripeptídeo γ-glutamil-cisteinil-glicina), o principal antioxidante intracelular do organismo. Na síntese de glutatião, a glicina é o terceiro e último aminoácido a ser incorporado (pela enzima glutatião sintetase), e a disponibilidade de glicina pode ser limitante da síntese de glutatião em situações de stress oxidativo elevado (como o treino de alta intensidade). Para além do glutatião, a glicina é também precursor das porfirinas (via succinil-CoA + glicina → delta-aminolevulinato, o primeiro passo da síntese das porfirinas), que são os anéis tetrapirólicos que constituem o grupo heme da hemoglobina e da mioglobina.
Formato em pó 100% puro: versatilidade, dosagem precisa e facilidade de combinação:
O formato em pó de ingrediente único da Life Pro Glycine tem vantagens práticas significativas face às versões em cápsulas disponíveis no mercado: permite dosagem completamente ajustável (de 1 g a 5 g conforme o objetivo e a tolerância individual); dissolve facilmente em água, sumos, batidos ou outros líquidos sem sabor residual (a glicina tem um sabor levemente adocicado natural); pode ser adicionada a shakes de proteína (combinando com o efeito de recuperação muscular pós-treino), a bebidas pré-sono (aproveitando o efeito de melhoria da qualidade do sono) ou incorporada em receitas; e pode ser facilmente combinada com outros suplementos como creatina, colagénio ou vitamina C sem interações ou incompatibilidades.
Utilizações
Dose recomendada e timing: Para melhoria da qualidade do sono: 3 g (2 medidores de 1,5 g) dissolvidos em água morna 30 a 60 minutos antes de dormir, sem comida (para absorção máxima e efeito rápido nos recetores hipotalâmicos). Para síntese de colagénio e saúde articular: 3 a 5 g com vitamina C 30 a 60 minutos antes de exercício que envolva carga articular. Para recuperação muscular e síntese proteica: 1,5 a 3 g dissolvidos no batido pós-treino. Pode ser utilizada diariamente sem necessidade de ciclos ou períodos de pausa.