Sobre o Produto
A Vitamin C da Marvelous Nutrition é um suplemento de ácido L-ascórbico puro em cápsulas vegetais HPMC, com composição absolutamente minimalista: ácido L-ascórbico como único ativo, sais magnésicos de ácidos gordos como antiaglomerante e cápsula HPMC. Zero aditivos desnecessários, zero corantes, zero edulcorantes — apenas Vitamina C pura na forma biologicamente ativa (ácido L-ascórbico) na máxima concentração por cápsula. 1 cápsula com o pequeno-almoço. 60 doses. Vegano.
Ingredientes: Ácido L-ascórbico + Antiaglomerante: Sais magnésicos de ácidos gordos + Cápsula: HPMC.
Benefícios
Vitamina C (ácido L-ascórbico): o micronutriente com maior número de funções fisiológicas documentadas:
A Vitamina C (ácido L-ascórbico, ácido 2-oxo-L-treo-hexono-1,4-lactona-2,3-enodiol) é uma vitamina hidrossolúvel essencial — o organismo humano não sintetiza vitamina C endogenamente (por perda evolutiva do gene da L-gulonolactona oxidase, a enzima final da via de síntese de ascorbato) e depende integralmente da ingestão alimentar ou suplementar. A vitamina C tem o maior número de funções fisiológicas documentadas de qualquer micronutriente, cobrindo desde a síntese de colagénio e a função imunitária até ao metabolismo dos neurotransmissores e a absorção de ferro. A EFSA aprovou múltiplas declarações de saúde para a vitamina C, incluindo suporte à função imunitária normal, contribuição para a proteção das células contra o stress oxidativo, contribuição para a formação normal de colagénio, redução do cansaço e da fadiga, e melhoria da absorção de ferro não-heme.
A síntese de colagénio: o papel insubstituível da Vitamina C como cofator das prolil e lisil hidroxilases:
A função bioquímica mais crítica da vitamina C para atletas é o seu papel como cofator obrigatório das prolil 4-hidroxilase e lisil hidroxilase — as enzimas que hidrolixam os resíduos de prolina e lisina nas cadeias pro-colagénio para formar hidroxiprolina e hidroxilisina. A hidroxiprolina e a hidroxilisina são essenciais para a estabilidade da tripla hélice do colagénio (via pontes de hidrogénio e ligações cruzadas de piridinolina) e para a ancoragem do colagénio às glicoproteínas da matriz extracelular. Sem vitamina C suficiente, a síntese de colagénio para — as prolil e lisil hidroxilases ficam inativas porque a vitamina C é necessária para re-reduzir o ião Fe²⁺ catalítico destas enzimas (oxidado a Fe³⁺ durante a reação) de volta ao estado ativo. O colagénio é a proteína mais abundante do organismo humano (~30% da proteína total) e o componente estrutural de tendões, ligamentos, cartilagem, pele, osso, parede vascular e córnea — toda a integridade estrutural do tecido conjuntivo depende da síntese contínua de colagénio. Para atletas sujeitos a stress mecânico repetido nos tendões e ligamentos, e especialmente para quem está em recuperação de lesão, a vitamina C em dose adequada é crítica para a taxa de síntese de colagénio e a velocidade de recuperação tecidual.
Antioxidante extracelular: a vitamina C como o principal antioxidante aquoso do plasma e dos fluidos intersticiais:
A vitamina C é o principal antioxidante hidrossolúvel do plasma sanguíneo e dos fluidos extracelulares — a "primeira linha de defesa" antioxidante extracelular antes dos sistemas antioxidantes intracelulares (glutatião, tiorredoxina, superóxido dismutase). Doa eletrões a radicais livres (especialmente radical superóxido, radical hidroxilo e peroxinitrito) convertendo-se em radical ascorbilo (relativamente estável e pouco reativo) e depois em ácido desidroascórbico (DHA, oxidado). O DHA é reduzido de volta a ácido ascórbico pelo glutatião reduzido (GSH) e pela tiorredoxina, regenerando a vitamina C e reciclando os sistemas antioxidantes de forma integrada. Esta capacidade de ser regenerada pelo glutatião torna a vitamina C parte de uma rede antioxidante integrada com o glutatião, a vitamina E e a coenzima Q10 — cada um regenerando o anterior na cadeia antioxidante.
Imunidade: a vitamina C como imunomodulador e suporte à função dos leucócitos:
A vitamina C tem efeitos extensamente documentados na função imunitária em múltiplos níveis. Acumula-se em concentrações 10 a 100 vezes superiores às do plasma nos leucócitos (neutrófilos, linfócitos, monócitos) — o que sugere funções específicas nestas células que vão além da simples proteção antioxidante. Nos neutrófilos, a vitamina C suporta a migração quimiotáctica para os focos de infeção, a fagocitose, a produção de espécies reativas de oxigénio para destruição bacteriana (burst oxidativo) e a apoptose após a resposta imunitária. Nos linfócitos T, a vitamina C suporta a proliferação e a produção de anticorpos. A meta-análise de Hemilä & Chalker (2013), publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews com dados de mais de 11000 participantes, documentou que a suplementação regular com vitamina C (≥200mg/dia) reduziu a duração do resfriado comum em 8% em adultos e 14% em crianças, e reduziu a sua severidade — com efeito protetor mais marcado em atletas e populações submetidas a stress físico intenso (redução de 50% da incidência de resfriados em maratonistas, militares e esquiadores).
Absorção de ferro não-heme: o potenciador do ferro vegetal:
A vitamina C é o potenciador mais eficaz da absorção intestinal de ferro não-heme (o ferro de origem vegetal — leguminosas, cereais, vegetais de folha verde — em contraste com o ferro heme de origem animal, que é absorvido independentemente da vitamina C). O mecanismo é a redução do ferro não-heme de Fe³⁺ (insolúvel e pouco absorvido) para Fe²⁺ (solúvel e absorvido pelo transportador DMT1 do epitélio intestinal) pelo ácido ascórbico no ambiente ácido do estômago. A co-ingestão de 200mg de vitamina C com uma refeição rica em ferro não-heme aumenta a absorção de ferro em 3 a 4 vezes — de especial relevância para atletas vegetarianos/veganos que dependem exclusivamente do ferro não-heme, ou para qualquer atleta em fase de défice calórico com ingestão de carne reduzida.
Síntese de neurotransmissores e suporte cognitivo:
A vitamina C é cofator da dopamina β-hidroxilase (DBH), a enzima que converte dopamina em noradrenalina. Sem vitamina C suficiente, a síntese de noradrenalina é comprometida, o que pode afetar o foco, a motivação e a resposta ao stress (a noradrenalina é o neurotransmissor central do sistema simpático e da atenção). A vitamina C é também cofator da peptidil-glicina alfa-amidante monoxigenase (PAM), a enzima que ativa múltiplos neuropéptidos (hormona libertadora de corticotrofina, gastrina, vasopressina) por amidação do terminal C. Para atletas em fase de treino intensivo com elevado gasto metabólico de catecolaminas, a manutenção de níveis adequados de vitamina C suporta indiretamente a função do eixo simpático-adrenal.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar 1 cápsula com o pequeno-almoço. A vitamina C é absorvida mais eficientemente em doses fracionadas ao longo do dia (a absorção intestinal de vitamina C é saturável — acima de ~200mg por dose a percentagem de absorção diminui progressivamente). Para necessidades aumentadas (atletas em treino muito intensivo, períodos de maior stress oxidativo ou imunitário), pode tomar 1 cápsula de manhã e 1 cápsula ao almoço ou ao jantar. 60 doses por embalagem.