Sobre o Produto
O Recharge da Marvelous Nutrition é um agente de disposição de glucose (GDA — Glucose Disposal Agent) em cápsulas vegetais HPMC, formulado com 7 ingredientes bioativos que atuam em sinergia para mimetizar e potenciar a ação da insulina, redirecionando os hidratos de carbono ingeridos para o músculo esquelético (em vez de serem armazenados como gordura). A insulina é a hormona anabólica mais potente do organismo humano — promove a síntese de glicogénio e proteína muscular e inibe a lipólise — e o Recharge foi concebido para maximizar a sensibilidade insulínica e a captação de nutrientes pelo músculo no contexto de refeições ricas em hidratos de carbono. Os ingredientes-chave são: Berberina HCl 97% (o mais potente dos sensibilizadores de insulina naturais, comparável em eficácia a medicamentos antidiabéticos), Gymnema sylvestre 75% ácido gimnémico (redutor da absorção de açúcares e estimulador da secreção de insulina), Momordica charantia 10% charantina (o "amargo melão" com efeitos hipoglicemiantes documentados), Canela (Cinnamomum cassia + verum, dois tipos de canela com propriedades insulino-miméticas distintas), R-ALA (ácido R-alfa-lipoico, a forma bioativa natural do ALA com efeitos no transporte de glucose e vasodilatação) e Picolinato de crómio (cofator mineral da sinalização insulínica). Vegano.
Benefícios
O conceito de GDA: o que é um agente de disposição de glucose e para que serve:
Um GDA (Glucose Disposal Agent) é um suplemento que melhora a eficiência com que o organismo processa e utiliza os hidratos de carbono ingeridos, particularmente no contexto pós-refeição. O mecanismo central é a melhoria da sensibilidade à insulina nos tecidos-alvo (principalmente músculo esquelético e fígado), ou seja, a capacidade das células musculares de responder ao sinal insulínico e captar glucose da corrente sanguínea de forma mais eficiente. Em atletas e culturistas que ingerem grandes quantidades de hidratos de carbono (especialmente em fases de ganho de massa), um GDA eficaz serve dois propósitos: em fase de bulk, maximiza a síntese de glicogénio muscular e a resposta anabólica insulínica pós-treino enquanto minimiza a deposição de gordura a partir do excedente de hidratos de carbono; em fase de definição com dieta low-carb, mantém as células musculares "cheias" (com glicogénio) mesmo com menor ingestão de HC, ao maximizar a eficiência da captação muscular dos hidratos disponíveis.
Berberina HCl 97% (Berberis aristata): o sensibilizador de insulina mais potente do reino vegetal:
A berberina foi já descrita em detalhe na secção da Berberina 500 mg da Life Pro. No contexto do Recharge, o seu papel como GDA é central: a berberina ativa o AMPK (proteína quinase ativada por AMP) nas células musculares e hepáticas — o mesmo sensor metabólico ativado pela metformina (o fármaco de primeira linha para a diabetes tipo 2 e o mais prescrito mundialmente) — que estimula a translocação do GLUT4 para a membrana plasmática dos miócitos independentemente da insulina, aumentando a captação de glucose pelo músculo. A berberina inibe também a gluconeogénese hepática (reduzindo a produção endógena de glucose pelo fígado) e melhora a sensibilidade dos recetores de insulina. Múltiplas meta-análises documentaram que a berberina (em doses de 1 a 1,5 g/dia) reduz a glicemia em jejum, a HbA1c e os triglicéridos de forma comparável à metformina em pessoas com diabetes tipo 2 ou pré-diabetes. O extrato de Berberis aristata padronizado a 97% de Berberina HCl é uma das formas mais concentradas e puras disponíveis no mercado, garantindo a dose ativa por cápsula.
Gymnema sylvestre 75% ácido gimnémico: o "destruidor de açúcar" ayurvédico:
O Gymnema sylvestre (Gudmar, "destruidor de açúcar" em sânscrito) é uma planta trepadeira da medicina ayurvédica usada há séculos no subcontinente indiano para o tratamento da diabetes. Os ácidos gimnémicos (o grupo de saponinas triterpénicas padronizadas no extrato 15:1 a 75%) têm dois mecanismos de ação distintos sobre o metabolismo da glucose. O primeiro é a redução da absorção intestinal de glucose e sacarose: os ácidos gimnémicos têm estrutura molecular semelhante aos açúcares e competem pelos transportadores de glucose SGLT1 e GLUT5 na mucosa intestinal, reduzindo a absorção de glucose e frutose. O segundo é a estimulação das células beta pancreáticas: o Gymnema sylvestre estimula a regeneração e proliferação das células beta dos ilhéus de Langerhans e aumenta a secreção de insulina em resposta à glucose, o que em combinação com a berberina (que aumenta a sensibilidade periférica à insulina) cria um efeito sinérgico de melhoria completa do eixo insulínico.
Momordica charantia 10% charantina (amargo melão): o hipoglicemiante vegetal com mais ensaios clínicos em diabetes:
A Momordica charantia (karela, amargo melão, ou bitter melon) é uma cucurbitácea tropical com os mais extensos estudos etnobotânicos e clínicos sobre hipoglicemia natural. A charantina (padronizada a 10% no extrato do fruto) é uma mistura de dois esteróides glucosídeos com atividade semelhante à insulina: aumenta a captação de glucose pelos tecidos periféricos (músculo e tecido adiposo), estimula a glicogénio sintase (síntese de glicogénio muscular) e inibe a glicose-6-fosfatase e a frutose-1,6-bifosfatase (enzimas da gluconeogénese hepática). Para além da charantina, o fruto de Momordica contém polipéptido-P (um peptídeo insulino-mimético que ativa diretamente os recetores de insulina) e vicina (outro composto com atividade hipoglicemiante). A revisão de Joseph & Jini (2013) reuniu dados de 15 estudos clínicos e pré-clínicos sobre Momordica charantia e glucose, documentando redução consistente da glicemia em jejum e pós-prandial.
Canela (Cinnamomum cassia + Cinnamomum verum): insulino-mimética e ativadora do GLUT4:
A fórmula usa uma combinação de Cinnamomum cassia (canela chinesa, a canela mais comum nos suplementos) e Cinnamomum verum (canela de Ceilão, a "canela verdadeira", com menor teor de cumarina e maior concentração de cinamaldeído e procianidinas). O cinamaldeído (o componente aromático principal da canela) e os polímeros de tipo-A de procianidinas da casca de canela têm efeito insulino-mimético via ativação do recetor de insulina por fosforilação, estimulação da translocação do GLUT4 para a membrana dos miócitos e inibição da proteína tirosina fosfatase 1B (PTP1B, a enzima que desfosforila o recetor de insulina e termina o sinal insulínico). A meta-análise de Allen et al. (2013), publicada no Annals of Family Medicine com dados de 10 ensaios clínicos randomizados, documentou que a suplementação com canela reduziu a glicemia em jejum, o colesterol-LDL e os triglicéridos comparativamente ao placebo.
R-ALA (Ácido R-alfa-lipoico): vasodilatação, absorção de glucose e antioxidante mitocondrial:
O R-ALA (a forma natural R do ácido alfa-lipoico, por oposição ao racemato R,S-ALA sintético) é um cofator da cadeia respiratória mitocondrial com múltiplas funções no metabolismo da glucose. A forma R é a única biologicamente ativa: é sintetizada endogenamente nas mitocôndrias e é o cofator das desidrogenases do piruvato e do alfa-cetoglutarato (enzimas centrais do ciclo de Krebs e da ligação glicólise/ciclo de Krebs). Para além da função mitocondrial, o R-ALA aumenta a absorção de glucose pelos músculos ao estimular a translocação do GLUT4 para a membrana plasmática dos miócitos (via ativação da PI3-quinase e do AMPK), efeito sinérgico com a berberina e a canela. O R-ALA é também um potente antioxidante de largo espectro (hidrossolúvel e lipossolúvel) que regenera a vitamina C, vitamina E e o glutatião oxidados, reduzindo o stress oxidativo associado a picos de glucose pós-prandiais. O estudo de Jacob et al. (1999) documentou que 600 mg de ALA por via intravenosa aumentou a captação de glucose pelo músculo em 50% em doentes com diabetes tipo 2.
Picolinato de crómio: o cofator mineral da sensibilidade insulínica:
O crómio trivalente (Cr³⁺) é um oligoelemento essencial que potencia a ação da insulina ao nível do seu recetor de membrana, provavelmente via a cromodulina (ou LMWCr, low molecular weight chromium-binding substance), uma oligopeptida que é ativada pelo crómio e estimula a atividade quinase do recetor de insulina. A deficiência de crómio está associada a redução da tolerância à glucose e a hiperglicemia subclínica. O picolinato de crómio é a forma de crómio com maior biodisponibilidade oral (o picolinato forma um quelato com o Cr³⁺ que facilita a absorção intestinal e reduz a excreção urinária). A EFSA aprovou a declaração de saúde de que o crómio contribui para a manutenção de concentrações normais de glucose no sangue.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar com refeições ricas em hidratos de carbono (pré ou durante a refeição que inclua o maior volume de HC do dia — tipicamente o pequeno-almoço ou a refeição pós-treino). Para uso como GDA pós-treino, tomar imediatamente antes ou durante a refeição de recuperação pós-treino (que geralmente inclui hidratos de carbono de alto IG + proteína). A berberina tem semivida curta (~3 horas) e os seus efeitos são mais pronunciados quando tomada antes de refeições ricas em HC.