Sobre o Produto
O Silymarin da Life Pro Nutrition é um suplemento alimentar em cápsulas vegetais VCAPS formulado com extrato seco de semente de cardo mariano (Silybum marianum) padronizado a 80% de silimarina e 30% de silibina, fornecendo 333 mg de silimarina e 125 mg de silibina por cápsula (416,5 mg de extrato total). A silimarina é um complexo de flavonolignanos extraídos das sementes do cardo mariano, com séculos de uso na medicina tradicional europeia e mediterrânica para suporte da saúde hepática, e um dos suplementos fitoterápicos com maior base de evidência clínica para proteção e suporte da função do fígado. A silibina (ou silibinina) é o flavonolignano mais abundante e mais ativo da silimarina, e é responsável pelos seus principais efeitos hepatoprotetores. 1 cápsula 2 vezes/dia com as refeições principais = 833 mg de silimarina/dia. 120 cápsulas (60 dias de tratamento). Vegano.
Benefícios
Silimarina e silibina: o complexo de flavonolignanos com a maior base de evidência clínica em hepatoproteção fitoterápica:
O cardo mariano (Silybum marianum, família Asteraceae) é uma planta herbácea bienal nativa da região mediterrânica, com flores roxas e folhas com marcações brancas características (que deram origem ao nome popular "milk thistle" em inglês, dado que as veias brancas foram historicamente atribuídas ao leite da Virgem Maria). As sementes do cardo mariano contêm silimarina, um complexo de flavonolignanos que inclui vários compostos: silibina A e B (os mais abundantes, coletivamente designados silibinina, representando 50 a 70% do total de silimarina), isosilbina A e B, silicristina, isosilicristina e silidianina. Estes flavonolignanos são compostos híbridos entre flavonóides (polifenóis) e lignanos (compostos fenilpropanóides), com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e hepatoprotetoras documentadas tanto em estudos pré-clínicos como em ensaios clínicos. A padronização da fórmula Life Pro a 80% de silimarina e 30% de silibina garante um teor elevado e consistente dos flavonolignanos ativos, superior à maioria dos extratos de cardo mariano disponíveis no mercado (que tipicamente são padronizados a 70% de silimarina com teores de silibina variáveis e frequentemente não declarados).
Hepatoproteção e regeneração hepática: os mecanismos de ação documentados da silimarina:
A silimarina exerce efeitos hepatoprotetores via múltiplos mecanismos moleculares complementares. Em primeiro lugar, tem atividade antioxidante direta: os flavonolignanos captam radicais livres e espécies reativas de oxigénio (ROS) produzidos no metabolismo hepático de xenobióticos, protegendo as membranas dos hepatócitos e as proteínas intracelulares do dano oxidativo. Para além da ação antioxidante direta, a silimarina estimula a síntese endógena de glutatião (GSH) no fígado via ativação do fator de transcrição Nrf2 (nuclear factor erythroid 2-related factor 2), que regula a expressão dos genes antioxidantes de fase II (incluindo a γ-glutamilcisteína sintetase, enzima limitante da síntese de GSH), aumentando a capacidade antioxidante hepática de forma sustentada. Em segundo lugar, a silimarina inibe a peroxidação lipídica das membranas dos hepatócitos: os fosfolípidos das membranas celulares são particularmente suscetíveis à oxidação por radicais livres (especialmente em contextos de toxicidade hepática por álcool, paracetamol, aflatoxinas ou metais pesados), e a silimarina quebra a cadeia de peroxidação lipídica, protegendo a integridade estrutural das membranas celulares. Em terceiro lugar, a silibina inibe a captação e acumulação intracelular de alguns hepatotóxicos (como as amatoxinas do cogumelo Amanita phalloides, a toxina do cardo venenoso, e os metais pesados) por competição com os transportadores de anião orgânico (OAT/OATP) na membrana basolateral do hepatócito, reduzindo a carga tóxica intracelular. Em quarto lugar, a silimarina estimula a síntese de ARN ribossómico (ARNr) e, consequentemente, a síntese proteica nos hepatócitos, acelerando a regeneração do tecido hepático lesado.
Regulação das enzimas hepáticas (ALT, AST, GGT): o marcador mais utilizado em contexto clínico:
As transaminases hepáticas (alanina aminotransferase, ALT, e aspartato aminotransferase, AST) e a gama-glutamiltransferase (GGT) são enzimas que, quando elevadas no plasma, indicam lesão ou disfunção hepática (dado que a sua elevação resulta da fuga para a corrente sanguínea por lesão da membrana dos hepatócitos). Múltiplos ensaios clínicos com silimarina documentaram reduções significativas dos valores de ALT, AST e GGT em pacientes com hepatite crónica viral (hepatite B e C), hepatite alcoólica, esteatose hepática não alcoólica (EHNA/NASH), e lesão hepática induzida por fármacos comparativamente ao placebo. A meta-análise de Zhong et al. (2017) analisou 17 ensaios clínicos randomizados com silimarina em pacientes com hepatite C crónica e documentou redução significativa de ALT com silimarina comparativamente ao placebo. A meta-análise de Hadi et al. (2018), publicada na Scientific Reports com dados de pacientes com diabetes tipo 2, documentou reduções significativas de ALT e AST com silimarina comparativamente ao placebo, sugerindo efeito hepatoprotetor relevante mesmo em contextos metabólicos além da lesão hepática direta.
Efeito antioxidante sistémico e suporte ao controlo metabólico:
Para além dos efeitos hepatoespecíficos, a silimarina tem efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios sistémicos com relevância metabólica. A revisão de Gillessen & Schmidt (2020) documentou que a silimarina pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a glicemia em jejum em pacientes com resistência à insulina e diabetes tipo 2, possivelmente via redução do stress oxidativo mitocondrial nos hepatócitos e nos músculos esqueléticos (que contribui para a disfunção dos recetores de insulina via ativação de cinases de stress como a JNK e o IKKβ). A silimarina pode também ter efeitos modestos sobre o perfil lipídico (redução do LDL-colesterol e dos triglicéridos), possivelmente via melhoria da função hepática e da regulação da síntese de lipoproteínas no fígado.
Relevância para atletas e utilizadores de suplementos com elevada carga metabólica hepática:
O fígado é o principal órgão de metabolismo de xenobióticos, e atletas que usam múltiplos suplementos (especialmente em volumes e frequências elevadas), que fazem uso moderado de álcool socialmente, ou que estão expostos a elevados volumes de treino com o consequente aumento da produção de ROS e de catabolismo proteico (com aumento da carga de metabolitos azotados que o fígado processa via ciclo da ureia), têm uma carga metabólica hepática superior à média. O Silymarin é especificamente mencionado como "complemento estrela" em produtos para saúde hepática como o Hepa Pro da Life Pro, e é recomendado pela marca para este perfil de utilizadores.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar 1 cápsula 2 vezes/dia, junto com as refeições principais (pequeno-almoço e jantar, ou almoço e jantar). A co-ingestão com alimentos melhora a absorção da silimarina (que é lipofílica e beneficia de co-absorção com gordura alimentar) e reduz o risco de desconforto gastrointestinal. Tratamento continuado de pelo menos 4 a 6 semanas para avaliação de efeitos na função hepática (os efeitos sobre os marcadores hepáticos como ALT/AST são graduais e cumulativos, não imediatos). 120 cápsulas = 60 dias de tratamento com a dose recomendada.