Sobre o Produto
O Super Kril da Marvelous Nutrition é um suplemento em cápsulas de óleo de krill antártico 100% puro (Euphausia superba), com 1000 mg de óleo de krill por cápsula, enriquecido com os seus componentes bioativos naturais: 120 mg de EPA, 80 mg de DHA, 400 mg de fosfolípidos e 245 µg de astaxantina. O óleo de krill distingue-se fundamentalmente do óleo de peixe convencional pelo facto de os ácidos gordos ómega-3 (EPA e DHA) estarem ligados a fosfolípidos (em vez de triglicéridos como no óleo de peixe), o que resulta numa biodisponibilidade superior, e pela presença natural de astaxantina — um dos antioxidantes mais potentes conhecidos — e de colina (via fosfatidilcolina), nutriente essencial para a saúde cerebral e hepática. Krill antártico capturado em águas limpas da Antártida, livre de metais pesados. 60 cápsulas. Não vegano (crustáceo).
Benefícios
A diferença fundamental entre o óleo de krill e o óleo de peixe: fosfolípidos vs. triglicéridos:
A distinção mais importante do óleo de krill face ao óleo de peixe convencional não é a quantidade de EPA e DHA (que por dose equivalente pode ser inferior no krill), mas a forma química em que esses ácidos gordos existem. No óleo de peixe, o EPA e o DHA estão esterificados em triglicéridos (TG): para serem absorvidos, os TG precisam de ser hidrolisados pela lipase pancreática no lúmen intestinal em ácidos gordos livres e monoglicéridos antes de formarem micelas com os sais biliares e serem absorvidos pelos enterócitos. No óleo de krill, o EPA e o DHA estão esterificados em fosfolípidos (principalmente fosfatidilcolina, PC, e fosfatidiletanolamina, PE): os fosfolípidos são componentes naturais das membranas biológicas e têm uma via de absorção diferente e mais eficiente — podem ser absorvidos diretamente como lisofosfolípidos (após ação da fosfolipase A2 pancreática) e incorporados nas membranas celulares dos enterócitos sem necessidade de reesterificação. Estudos comparativos documentaram que a biodisponibilidade do EPA e DHA do krill é 10 a 15% superior à do óleo de peixe na forma de TG, quando avaliada pelo índice ómega-3 de eritrócitos (método validado de avaliação do status de ómega-3 nos tecidos). Uma consequência prática desta diferença é que o óleo de krill não causa o habitual "eructo a peixe" (fish burp) associado ao óleo de peixe, dado que os fosfolípidos são absorvidos mais proximalmente no intestino delgado e há menos EPA e DHA livres no intestino inferior para serem fermentados.
400 mg de fosfolípidos: a componente estrutural das membranas celulares:
Os fosfolípidos do krill (400 mg/cápsula no Super Kril) são principalmente fosfatidilcolina (PC) e fosfatidiletanolamina (PE) com EPA e DHA esterificados nas posições sn-2 dos seus esqueletos de glicerol. Para além de servirem como veículo de transporte do EPA e DHA, os fosfolípidos do krill têm funções próprias nas membranas celulares: a fosfatidilcolina é o fosfolípido mais abundante nas membranas plasmáticas e nas membranas das lipoproteínas (HDL, LDL, VLDL), e é também uma fonte direta de colina (o grupo fosfocolina da PC é hidrolisado no intestino, libertando colina livre que pode ser absorvida e utilizada na síntese de acetilcolina e na metilação). A incorporação de EPA e DHA nas membranas celulares na forma de fosfolípidos (em vez de TG que têm de ser primeiro hidrolisados e depois reesterificados antes da incorporação nas membranas) é mais eficiente e resulta em maior enriquecimento das membranas com estes ácidos gordos essenciais.
245 µg de astaxantina: o antioxidante exclusivo do krill com potência excepcional:
A astaxantina (3,3'-dihidroxi-β,β-caroteno-4,4'-diona) é um carotenóide xantofila produzido por microalgas (especialmente Haematococcus pluvialis) e acumulado ao longo da cadeia alimentar marinha, sendo responsável pela cor vermelha/rosada dos crustáceos (camarão, lagosta, caranguejo), salmão e krill. O krill é uma das fontes alimentares naturais mais ricas em astaxantina, que é o principal componente responsável pela cor vermelha do óleo de krill. A astaxantina tem propriedades antioxidantes excecionalmente potentes que a distinguem de outros carotenóides: ao contrário do beta-caroteno e do licopeno (que têm atividade antioxidante numa única face da membrana), a astaxantina tem uma estrutura molecular que atravessa toda a bicamada fosfolipídica, com os seus grupos hidroxilo polares nas extremidades a ancorá-la nas interfaces externa e interna da membrana, e a cadeia de duplas ligações conjugadas no interior hidrofóbico a atuar como captador de radicais livres em toda a espessura da membrana. Esta geometria única confere à astaxantina uma atividade antioxidante 10 vezes superior à do beta-caroteno, 550 vezes superior à da vitamina E (alfa-tocoferol) e 6000 vezes superior à da vitamina C em ensaios de extinção de oxigénio singlet. A EFSA reconhece a astaxantina como contribuinte para a proteção das células contra o stress oxidativo. Para além da atividade antioxidante, a astaxantina tem efeitos anti-inflamatórios documentados (inibição de NF-κB e COX-2), neuroprotetores (atravessa a barreira hematoencefálica) e de proteção da retina (acumula-se na mácula e protege os fotorreceptores do dano fotooxidativo).
Saúde cardiovascular: o efeito sinérgico EPA/DHA + fosfolípidos + astaxantina:
O óleo de krill tem um efeito cardiovascular que resulta da sinergia de três componentes: o EPA e DHA (com os efeitos já descritos na secção do Omega 3 — redução de triglicéridos, modulação da agregação plaquetária, efeito anti-inflamatório via resolvinas); os fosfolípidos (que suportam a integridade das membranas dos eritrócitos e das células endoteliais e têm papel na regulação do colesterol-HDL via lecitina-colesterol aciltransferase, LCAT); e a astaxantina (que protege o LDL da oxidação — o passo crítico na formação das placas ateroscleróticas, como descrito na secção da Vitamina E). A meta-análise de Berge et al. (2014) documentou que o óleo de krill reduziu os triglicéridos plasmáticos de forma dose-dependente, com efeito a doses menores de EPA+DHA do que o óleo de peixe convencional, sugerindo que a forma fosfolipídica tem maior eficiência metabólica neste efeito específico.
Saúde cerebral e memória: o DHA em fosfolípidos para as membranas neurais:
O DHA na forma de fosfatidilserina (PS-DHA) e fosfatidilcolina (PC-DHA) é a forma preferencial de incorporação nas membranas dos neurónios e das sinapses. O óleo de krill fornece EPA e DHA diretamente na forma de fosfolípidos (predominantemente PC-EPA e PC-DHA), que são incorporados preferencialmente nas membranas dos tecidos nervosos comparativamente ao DHA na forma de TG. Estudos em modelos animais documentaram maior acumulação de DHA no cérebro com suplementação de krill vs. óleo de peixe. A colina libertada pela hidrólise da fosfatidilcolina do krill é precursora da acetilcolina, o neurotransmissor essencial para a memória de trabalho, a atenção e a função executiva.
Sustentabilidade e pureza: krill antártico de águas pristinas:
O krill antártico (Euphausia superba) habita nas águas mais limpas do planeta e está entre os animais mais abundantes da Terra (biomassa estimada de 125 a 750 milhões de toneladas). Por estar na base da cadeia alimentar antártica (alimenta-se de fitoplâncton e microalgas), o krill não bioacumula metais pesados como o mercúrio, PCBs ou dioxinas (que se concentram progressivamente ao longo da cadeia alimentar nos peixes grandes). A pesca de krill antártico é gerida pela CCAMLR (Convention on the Conservation of Antarctic Marine Living Resources) com limites de captura muito conservadores que garantem a sustentabilidade a longo prazo.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar 1 a 2 cápsulas/dia com uma refeição. A toma com alimentos melhora a absorção (apesar de a forma fosfolipídica ser mais independente da presença de gordura na refeição do que o óleo de peixe em TG). 60 cápsulas por embalagem.