Sobre o Produto
O Magnesium Bisglycinate da Marvelous Nutrition é um suplemento de bisglicinato de magnésio em cápsulas vegetais HPMC, com composição minimalista de apenas três ingredientes: bisglicinato de magnésio como único ativo, celulose microcristalina como antiaglomerante e cápsula HPMC. O bisglicinato de magnésio é a forma de magnésio com maior biodisponibilidade oral disponível no mercado — um quelato do ião Mg²⁺ com dois aminoácidos de glicina que protege o magnésio da formação de sais insolúveis no intestino e facilita a sua absorção via transportadores de péptidos (PEPT1). Sem sabor adicionado, sem edulcorantes, sem corantes. 3 cápsulas/dia ao pequeno-almoço. Vegano.
Benefícios
Magnésio: o mineral mais deficitário nos atletas e o cofator de mais de 300 enzimas do organismo humano:
O magnésio (Mg²⁺) é o quarto mineral mais abundante no organismo humano e o segundo catião intracelular mais abundante (após o potássio), com funções cofatorais documentadas em mais de 300 reações enzimáticas — incluindo a ATP-síntase mitocondrial (síntese de ATP), as quinases da fosforilação proteica, a ARN polimerase (síntese de ARN), a ADN polimerase (síntese de ADN), e praticamente todas as enzimas do metabolismo energético. A prevalência de deficiência de magnésio é elevada na população geral europeia (estima-se que 10 a 30% da população tem ingestão abaixo da dose de referência) e ainda mais elevada em atletas — o exercício intenso aumenta significativamente as perdas de magnésio pela urina e pelo suor, e o magnésio é utilizado em maior quantidade durante a síntese de ATP e a contração muscular.
Bisglicinato de magnésio: a forma com maior biodisponibilidade e menor irritação gastrointestinal:
Das múltiplas formas de magnésio disponíveis no mercado de suplementos, o bisglicinato de magnésio (quelato de magnésio com dois aminoácidos de glicina, também designado glicinato de magnésio ou díglicinato de magnésio) é consistentemente a forma com maior biodisponibilidade oral documentada e com menor risco de efeitos laxantes. O mecanismo é o seguinte: o magnésio iónico (Mg²⁺) livre no intestino compete com outros minerais (cálcio, zinco, ferro) pelos transportadores intestinais de metais divalentes (DMT1), e em excesso causa irritação osmótica da mucosa intestinal (efeito laxante característico do óxido de magnésio e do sulfato de magnésio). No bisglicinato, o Mg²⁺ está quelado (ligado covalentemente) a dois aminoácidos de glicina, formando um complexo neutro e pequeno que é absorvido preferencialment e pelos transportadores de péptidos PEPT1 e PEPT2 do epitélio intestinal — os mesmos transportadores usados para absorver di- e tripéptidos provenientes da digestão proteica — de forma eficiente e sem competição com outros minerais. O estudo de Schuette et al. documentou que o bisglicinato de magnésio tem absorção intestinal superior ao óxido de magnésio (a forma mais barata e mais comum nos suplementos de magnésio do mercado, mas também a de menor biodisponibilidade, com apenas 4% de absorção). Para atletas com deficiência documentada de magnésio, a escolha do bisglicinato garante que a dose de magnésio ingerida é efetivamente absorvida e utilizada pelos tecidos.
Função muscular e redução das câimbras:
O magnésio tem um papel central na função neuromuscular: é o antagonista natural do cálcio nos canais de cálcio dependentes de voltagem das membranas dos miócitos e nas bombas de Ca²⁺ do retículo sarcoplasmático. Durante a contração muscular, o Ca²⁺ é libertado do retículo sarcoplasmático para o citoplasma dos miócitos, ligando-se à troponina C e activando o complexo actina-miosina. O relaxamento muscular requer a recaptação do Ca²⁺ pelo retículo sarcoplasmático via SERCA (Ca²⁺-ATPase do retículo sarcoplasmático), um processo dependente de ATP e de magnésio como cofator da ATPase. Em situações de deficiência de magnésio, o relaxamento muscular é comprometido, resultando em contração muscular sustentada involuntária — as câimbras musculares características da hipomagnesemia. A suplementação com bisglicinato de magnésio em atletas com câimbras frequentes é uma das intervenções com maior eficácia e maior rapidez de resposta no alívio deste sintoma.
Sono e relaxamento: o magnésio como modulador GABAérgico e NMDA:
O magnésio tem efeitos documentados na qualidade do sono via dois mecanismos neurológicos distintos. É um co-agonista dos recetores GABA-A — potencia a ação inibitória do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, facilitando o relaxamento e a transição para o sono. É também um antagonista endógeno dos recetores NMDA (recetores de glutamato excitatório) — o magnésio bloqueia o canal iónico dos recetores NMDA em repouso, reduzindo a excitabilidade neuronal excessiva associada ao stress e à ansiedade. O ensaio clínico de Abbasi et al. (2012), publicado no Journal of Research in Medical Sciences com 46 idosos com insónia, documentou que 500mg/dia de magnésio durante 8 semanas melhorou significativamente múltiplos parâmetros do sono (tempo de adormecimento, duração total, eficiência do sono) e reduziu os níveis de cortisol matinal. Para atletas que usam o Escape (suplemento de sono da Marvelous Nutrition), o Magnesium Bisglycinate pode ser tomado em conjunto à noite para reforçar o componente magnesiano do protocolo de sono.
Metabolismo energético: o magnésio como cofator da ATP-síntase e das quinases:
O magnésio é essencial para a síntese de ATP — literalmente, o ATP biologicamente activo é o complexo Mg-ATP (o ião Mg²⁺ está sempre quelado ao ATP para a sua utilização pelas ATPases). A deficiência de magnésio compromete diretamente a síntese de ATP mitocondrial e a eficiência energética celular, resultando em fadiga precoce durante o exercício. As quinases (proteína quinase A, quinase da creatina, hexoquinase, piruvato quinase) são todas Mg²⁺-dependentes — o magnésio estabiliza o substrato fosforilado e o ATP durante a transferência do grupo fosfato. A reposição de magnésio em atletas deficientes melhora a eficiência energética e reduz a fadiga muscular de forma independente dos efeitos na contração/relaxamento muscular.
Saúde cardiovascular e regulação da pressão arterial:
O magnésio tem efeitos documentados na regulação da pressão arterial via múltiplos mecanismos: é vasodilatador direto (antagonismo do Ca²⁺ no músculo liso vascular), estimula a produção de prostaciclina e óxido nítrico (vasodilatadores endoteliais), e reduz a resistência periférica vascular. A meta-análise de Zhang et al. (2016), publicada no Hypertension com dados de 34 ensaios clínicos e mais de 2000 participantes, documentou que a suplementação com magnésio (mediana 368mg/dia) reduziu a pressão arterial sistólica em 2mmHg e a diastólica em 1,78mmHg vs. placebo.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar 3 cápsulas com o pequeno-almoço. Para efeito de suporte ao sono, pode tomar 2 das 3 cápsulas à noite (1 ao pequeno-almoço + 2 ao jantar ou antes de dormir). O magnésio é melhor absorvido com alimentos (a presença de proteínas e hidratos de carbono estimula a secreção de insulina que melhora a captação celular de magnésio) e deve ser tomado afastado de suplementos de ferro e zinco (competição pelos transportadores intestinais).