Sobre o Produto
O Glutatião Reduzido da Life Pro Nutrition é um suplemento alimentar em cápsulas vegetais (VCAPS) baseado em L-glutatião na sua forma reduzida, a forma biologicamente ativa do antioxidante mestre do organismo humano. Cada cápsula fornece 250 mg de L-glutatião reduzido puro. O glutatião (GSH, gamma-L-glutamil-L-cisteinil-glicina) é um tripéptido composto por três aminoácidos: L-cisteína, glicina e ácido glutâmico (glutamato), e é considerado o principal antioxidante endógeno do organismo, presente em todas as células, com papel central na proteção contra o stress oxidativo, na destoxificação hepática, na regulação do sistema imunitário e na manutenção dos outros antioxidantes (Vitamina C, Vitamina E, CoQ10, ácido alfa-lipóico) nas suas formas ativas. Dose: 1 cápsula por dia. 60 cápsulas por embalagem (60 dias). Vegano, sem lactose, sem glúten.
Benefícios
O "antioxidante mestre": o glutatião como o hub central da defesa antioxidante intracelular:
O glutatião reduzido (GSH) é o antioxidante intracelular mais abundante no organismo humano, presente em concentrações de 1 a 10 mmol/L no citosol das células, com as concentrações mais elevadas no fígado (onde exerce as suas funções destoxificantes mais intensas), nos eritrócitos, nos pulmões e nos rins. Ao contrário dos antioxidantes exógenos consumidos através da alimentação (Vitamina C, polifenóis, carotenóides), o glutatião é sintetizado endogenamente pelas próprias células, tornando-o o sistema antioxidante intracelular por excelência. O que o distingue dos outros antioxidantes é a sua posição de hub central no sistema antioxidante: para além de neutralizar diretamente os radicais livres e as espécies reativas de oxigénio (ROS), o GSH é o cofator das peroxidases de glutatião (GPx), as enzimas que eliminam os peróxidos lipídicos e o peróxido de hidrogénio dos tecidos, e é o substrato da glutatião redutase, a enzima que regenera a Vitamina C oxidada (ácido dehidroascórbico) de volta à forma ativa (ácido ascórbico) e mantém a Vitamina E na sua forma reduzida e ativa. Desta forma, o glutatião não só atua como antioxidante direto, mas potencia e sustenta a ação antioxidante de todos os outros antioxidantes do organismo: sem glutatião suficiente, a Vitamina C, a Vitamina E, o CoQ10 e o ácido alfa-lipóico não conseguem ser regenerados para as suas formas ativas após neutralizarem radicais livres, tornando-se menos eficazes.
Forma reduzida (GSH) vs. forma oxidada (GSSG): só a forma reduzida é biologicamente ativa:
O glutatião existe em duas formas interconvertíveis: a forma reduzida (GSH, com o grupo tiol -SH livre e reativo) e a forma oxidada (GSSG, dissulfureto de glutatião, formado por dois resíduos de GSH ligados por uma ponte dissulfureto). Apenas a forma reduzida (GSH) é biologicamente ativa como antioxidante: é o grupo tiol (-SH) da cisteína que doa os eletrões para neutralizar os radicais livres e as espécies reativas de oxigénio. A relação GSH/GSSG intracelular é um marcador sensitivo do estado redox da célula: em células saudáveis, mais de 98% do glutatião total está na forma reduzida (GSH), enquanto em situações de stress oxidativo elevado (como o exercício físico intenso, a inflamação crónica, ou em contextos de doença), a proporção de GSSG aumenta. A suplementação com glutatião na forma reduzida garante que a forma biologicamente ativa é entregue diretamente ao organismo, sem necessidade de conversão enzimática prévia.
Destoxificação hepática: o glutatião como o principal agente de conjugação e eliminação de xenobióticos:
O fígado é o órgão com maior concentração de glutatião do organismo e o principal local onde este exerce as suas funções destoxificantes. A destoxificação hepática ocorre em duas fases: a fase I (oxidação de xenobióticos pelas enzimas do citocromo P450, que frequentemente gera metabolitos mais reativos e potencialmente mais tóxicos do que o composto original) e a fase II (conjugação dos metabolitos da fase I com moléculas endógenas como o glucuronato, o sulfato ou o glutatião para os tornar hidrossolúveis e facilitar a sua excreção na bílis ou na urina). O glutatião é um dos principais agentes de conjugação da fase II: a glutatião-S-transferase (GST) catalisa a ligação covalente do GSH a uma grande diversidade de metabolitos eletrofílicos (incluindo metabolitos de medicamentos, pesticidas, solventes orgânicos, produtos de peroxidação lipídica) formando conjugados de glutatião que são posteriormente exportados da célula e eliminados do organismo. Esta função destoxificante é particularmente relevante para o metabolismo de medicamentos, para a eliminação de metais pesados (como o mercúrio, o chumbo e o cádmio, que formam conjugados com o glutatião), e para a eliminação de compostos carcinogénicos.
Sistema imunitário: o glutatião na proliferação de linfócitos e na regulação da resposta imune:
O glutatião desempenha um papel essencial no funcionamento do sistema imunitário, especialmente na função dos linfócitos T e das células NK (Natural Killer). Os linfócitos T citotóxicos e as células NK requerem níveis intracelulares elevados de GSH para proliferar adequadamente após estimulação antigénica e para exercer a sua atividade citotóxica contra células infetadas por vírus ou células tumorais. O GSH é necessário para a síntese de leucotrienos (mediadores lipídicos pró-inflamatórios via 5-lipoxigenase, cujo co-fator é o GSH), para a produção de proteínas da fase aguda e de citocinas regulatórias, e para a regulação da morte celular programada (apoptose) dos linfócitos após a resposta imune. Estudos documentam que a deficiência de glutatião está associada a compromisso da resposta imune e maior suscetibilidade a infeções virais e bacterianas.
O declínio do glutatião com o envelhecimento e os fatores que reduzem os níveis endógenos:
Os níveis de glutatião diminuem progressivamente com o envelhecimento: estudos documentam que os níveis de GSH no sangue e nos tecidos diminuem 30 a 40% entre os 30 e os 70 anos, contribuindo para o aumento do stress oxidativo associado ao envelhecimento. Para além do envelhecimento, múltiplos fatores reduzem a síntese endógena de glutatião ou aumentam o seu consumo: o exercício físico de alta intensidade (que aumenta a produção de ROS e o consumo de GSH nas mitocôndrias), o stress crónico (que ativa o eixo HPA e aumenta a produção de radicais livres), a exposição a poluentes, pesticidas e metais pesados, o consumo de álcool (que depleta o GSH hepático), a má alimentação (deficiência de cisteína, o aminoácido limitante da síntese de GSH), e diversas doenças crónicas (diabetes, doenças cardiovasculares, doenças autoimunes). A suplementação com glutatião reduzido pode compensar estas perdas, especialmente em contextos de elevado stress oxidativo.
Saúde da pele e propriedades anti-envelhecimento: o mecanismo de clareamento e proteção cutânea:
O glutatião tem sido crescentemente estudado pelo seu papel na saúde da pele. A sua atividade antioxidante protege os queratinócitos e os fibroblastos dérmicos contra o dano oxidativo causado pela radiação UV, pela poluição e pelos processos de envelhecimento intrínseco. O glutatião também modula a síntese de melanina (o pigmento da pele): estudos documentam que o GSH inibe a tirosina (a enzima central da via de síntese de melanina), deslocando a produção de eumelanina (pigmento escuro, castanho-negro) para feomelanina (pigmento claro, amarelo-vermelho), o que tem como resultado uma tonalidade de pele mais uniforme e luminosa com uso continuado. Esta propriedade tem impulsionado o interesse pelo glutatião oral como suplemento de "skin brightening" e anti-envelhecimento, além dos seus benefícios sistémicos mais amplos.
Utilizações
Dose recomendada: Tomar 1 cápsula por dia, preferencialmente em jejum ou com o estômago vazio (para maximizar a absorção, dado que a presença de alimentos pode competir com a absorção intestinal do glutatião) ou com uma refeição leve. Os benefícios são progressivos e dependem de uso continuado regular.
Sinergia com outros suplementos: O glutatião potencia e é potenciado pela Vitamina C (que o regenera da forma oxidada para a forma reduzida), pelo ácido alfa-lipóico (que recicla o GSH oxidado e é ele próprio um potente antioxidante mitocondrial), pela N-acetilcisteína/NAC (que aumenta a síntese endógena de glutatião ao fornecer cisteína, o aminoácido limitante), pela Vitamina E e pelo CoQ10 (cujas formas ativas são mantidas pelo GSH). A combinação com NAC é particularmente sinérgica dado que o NAC aumenta a produção endógena de GSH enquanto o suplemento de glutatião fornece diretamente a forma ativa.