Sobre o Produto
O Evidenced Burner da Life Pro Nutrition é o queimador de gordura base da marca, pertencente a uma família de produtos termogénicos que inclui também o Evidenced Wild Burner (versão com doses mais concentradas por cápsula) e o Wild Ripped (versão mais completa com fenilcapsaicina adicionada). A fórmula é construída em torno de 3 ingredientes sinérgicos com a maior base de evidência científica para a oxidação de gordura: extrato seco de laranja amarga (fonte de p-sinefrina), extrato seco de chá verde (fonte de EGCG e polifenóis) e cafeína anidra. Por dose diária de 4 cápsulas (Evidenced Burner 120 caps): 80 mg de p-sinefrina + 400 mg de EGCG + 300 mg de cafeína. Por dose de 1 cápsula (Evidenced Wild Burner 90 caps): 30 mg de p-sinefrina + 167 mg de EGCG + 133 mg de cafeína. Vegano. Sem glúten nos ingredientes.
Benefícios
A trilogia termogénica com maior base de evidência: cafeína + EGCG + p-sinefrina em doses sinérgicas documentadas:
O princípio formulativo do Evidenced Burner é a seleção rigorosa dos 3 compostos com maior suporte de meta-análises e revisões sistemáticas para a oxidação de gordura e o aumento do gasto energético, em detrimento de fórmulas com 10 a 20 ingredientes onde cada um está presente em doses sub-terapêuticas (o problema de "proprietary blend" de muitos queimadores de gordura). A vida académica e o nome do produto ("Evidenced") refletem precisamente esta filosofia: não são incluídos ingredientes sem evidência clínica sólida, e os 3 ingredientes escolhidos são dosificados nas quantidades documentadas nos estudos. A revisão de Jeukendrup & Randell (2011), publicada nos Obesity Reviews, identificou precisamente a cafeína, o EGCG e a sinefrina como os 3 compostos termogénicos com a melhor relação evidência/segurança disponíveis no mercado de suplementos.
Cafeína anidra: o termogénico mais estudado e o ponto de partida da trilogia:
A cafeína anidra é o principal agente termogénico e lipolítico da fórmula. Como descrito nos produtos de pré-treino da Life Pro, a cafeína atua como antagonista dos recetores de adenosina (A1 e A2A), com múltiplos efeitos relevantes para a oxidação de gordura. Em primeiro lugar, aumenta a atividade do sistema nervoso simpático (via bloqueio dos recetores de adenosina pré-sinápticos que inibem a libertação de noradrenalina), resultando num maior tónus adrenérgico que estimula a lipólise (libertação de ácidos gordos do tecido adiposo) via recetores β-adrenérgicos nos adipócitos. Em segundo lugar, inibe a fosfodiesterase (PDE), a enzima que degrada o AMPc intracelular: o aumento do AMPc nos adipócitos ativa a lipase hormono-sensível (HSL), que hidrolisa os triglicéridos armazenados em ácidos gordos livres disponíveis para oxidação. Em terceiro lugar, aumenta o gasto energético basal por estimulação do sistema nervoso central e periférico (a cafeína aumenta o metabolismo basal em 3 a 11% em repouso, dependendo da dose e da sensibilidade individual). A meta-análise de Tabrizi et al. (2019) analisou 13 ensaios clínicos randomizados sobre cafeína e perda de gordura, documentando que a cafeína foi associada a maiores perdas de peso, gordura corporal e IMC comparativamente ao placebo.
Extrato de chá verde e EGCG (epigalocatequina-3-galato): o polifenol que potencia e prolonga o efeito lipolítico da cafeína:
O extrato de chá verde (Camellia sinensis) é rico em catequinas (polifenóis da família dos flavonóides), sendo a epigalocatequina-3-galato (EGCG) a mais abundante e mais potente (representa 50 a 60% das catequinas totais do chá verde). O EGCG potencia e prolonga o efeito termogénico da cafeína por um mecanismo sinérgico direto: o EGCG inibe a catecol-O-metiltransferase (COMT), a enzima responsável pela degradação da noradrenalina (NA) nos tecidos periféricos. A noradrenalina é o principal neurotransmissor adrenérgico que ativa os recetores β-adrenérgicos nos adipócitos (estimulando a lipólise) e nos tecidos termogénicos como o tecido adiposo castanho (estimulando a termogénese desacoplada). Ao inibir a COMT, o EGCG aumenta os tempos de semivida da noradrenalina nos tecidos alvo, prolongando e amplificando a sua ação lipolítica e termogénica. Este mecanismo é diretamente sinérgico com a cafeína (que aumenta a libertação de noradrenalina) e com a p-sinefrina (que também ativa os recetores adrenérgicos). A meta-análise de Hursel et al. (2009), publicada no International Journal of Obesity com dados de 11 estudos, documentou que a combinação de catequinas do chá verde com cafeína aumentou o gasto energético em 4,6% e a oxidação de gordura em 16% comparativamente ao placebo, com efeito maior do que a cafeína isolada.
P-sinefrina (extrato de laranja amarga, Citrus aurantium, 6% sinefrina): o substituto legal e mais seguro da efedrina:
A p-sinefrina (sinefrina-para, ou p-sinefrina) é um protoalcalóide simpatomiméticonatural presente na casca do fruto de Citrus aurantium (laranja amarga, zhi shi) e de outras espécies do género Citrus. A p-sinefrina é estruturalmente semelhante à efedrina (que foi proibida pela FDA e WADA por risco cardiovascular) mas com um perfil de segurança muito mais favorável: ao contrário da efedrina (que ativa tanto os recetores α-adrenérgicos vasoconstritores como os recetores β-adrenérgicos termogénicos), a p-sinefrina tem seletividade preferencial para os recetores β3-adrenérgicos (expressos principalmente no tecido adiposo, com função de estimulação da lipólise e termogénese) e muito menor atividade nos recetores α-1, α-2 e β-1 (que mediariam os efeitos cardiovasculares adversos da efedrina). Esta seletividade para β3-adrenérgicos explica por que a p-sinefrina tem efeitos lipolíticos e termogénicos documentados com mínimo impacto sobre a frequência cardíaca e a pressão arterial em doses de suplementação. O ensaio clínico de Stohs et al. (2011) documentou que 50 mg de p-sinefrina aumentaram o gasto metabólico em repouso em 65 kcal/hora sem alterações significativas na frequência cardíaca ou pressão arterial. A dose de 80 mg/dia no Evidenced Burner (4 cápsulas) é superior à dose estudada neste ensaio, confirmando uma dose funcional e em linha com o limite máximo recomendado pela EFSA para uso em suplementos (até 100 mg/dia para uso geral).
Sinergismo das 3 moléculas: um efeito combinado superior à soma das partes:
A trilogia cafeína + EGCG + p-sinefrina tem um sinergismo documentado que vai além da adição dos efeitos individuais. A cafeína inibe a fosfodiesterase e bloqueia a adenosina (aumentando o AMPc e a noradrenalina), o EGCG inibe a COMT (prolongando a ação da noradrenalina), e a p-sinefrina ativa diretamente os recetores β3-adrenérgicos nos adipócitos (estimulando a lipólise independentemente da noradrenalina circulante). Os três compostos atuam em pontos diferentes da mesma cascata de sinalização adrenérgica/lipólise, criando uma amplificação múltipla do sinal lipolítico. A revisão de Stohs & Badmaev (2016) na Phytotherapy Research analisou especificamente a combinação p-sinefrina + cafeína + catequinas do chá verde, documentando um efeito termogénico combinado superior às combinações de apenas 2 ingredientes.
Utilizações
Dose recomendada (Evidenced Burner 120 caps): 4 cápsulas/dia (80 mg p-sinefrina + 400 mg EGCG + 300 mg cafeína total). Dias de treino: 2 cápsulas 40 a 60 minutos antes do treino + 2 cápsulas entre refeições ao longo do dia. Dias sem treino: 4 cápsulas distribuídas pelas refeições principais. Iniciar com 2 cápsulas/dia para avaliar a tolerância à cafeína antes de progredir para a dose completa.
Dose recomendada (Evidenced Wild Burner 90 caps): Começar com 1 cápsula/dia (133 mg cafeína + 167 mg EGCG + 30 mg p-sinefrina), 40 minutos antes do treino. Pode progredir para 2 cápsulas/dia se bem tolerado. Evitar consumo após as 17h para não comprometer o sono. Não exceder 3 meses de uso contínuo; fazer pausa de 2 a 4 semanas entre ciclos.